LGPD e compliance · 2 min de leitura
Sigilo profissional e ransomware: o risco digital na advocacia
Inviolabilidade, sigilo e LGPD: por que um ataque de ransomware num escritório de advocacia exige comunicação à ANPD e como o EDR ajuda a comprovar diligência.
Equipe Codlinx · Publicado em
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O Estatuto da Advocacia (art. 7º, II) garante a inviolabilidade dos arquivos e das comunicações eletrônicas do advogado, e o Código de Ética impõe o sigilo profissional. Pela Resolução CD/ANPD nº 15/2024, incidente com dados protegidos por sigilo profissional é de risco relevante e deve ser comunicado em 3 dias úteis, com a causa principal. O EDR registra o que aconteceu e permite cumprir essa obrigação com evidência; o MDR cobre escritórios sem TI de plantão.
Peças, contratos, provas, laudos e conversas com clientes estão hoje em notebooks, e-mail e nuvem. O sigilo profissional do advogado, pensado para o papel e o arquivo físico, precisa agora de proteção técnica.
O que as normas garantem e exigem
- Estatuto da Advocacia, art. 7º, II: é direito do advogado a inviolabilidade do escritório, dos instrumentos de trabalho e da correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática relativas ao exercício da advocacia.
- Código de Ética e Disciplina da OAB: o sigilo profissional é dever do advogado, inclusive em relação a ex-clientes.
- LGPD, art. 46: medidas técnicas aptas a proteger os dados pessoais de clientes e partes.
- Resolução CD/ANPD nº 15/2024: incidente com dados protegidos por sigilo profissional é de risco relevante (art. 5º, V) e deve ser comunicado em 3 dias úteis, com a causa principal e as medidas técnicas adotadas (art. 6º). Todo incidente deve ser registrado por 5 anos (art. 10).
Como o ataque chega ao escritório
- Intimação falsa: e-mails que imitam tribunais ou o PJe com anexos maliciosos.
- Notebook em audiência ou home office: fora da rede, sem gestão, com documentos sigilosos.
- Ransomware nas pastas de processos: prazos parados e peças expostas.
- Pen drives: provas e processos levados de um lado para outro.
Por que o EDR importa para o escritório
Num incidente, a comunicação à ANPD pede a causa principal, a data e os dados afetados. Um antivírus que só bloqueia não registra o caminho do ataque. O EDR do Bitdefender GravityZone Enterprise mostra a linha do tempo, as máquinas envolvidas e o que cada processo fez, o que dá base para a comunicação e para a defesa do próprio escritório.
Nenhuma norma da OAB ou da ANPD cita o EDR por nome. Mas é ele que transforma "achamos que foi um anexo" em "o ataque começou nesta máquina, nesta hora, e tocou estes arquivos".
Checklist para o escritório
- Proteção corporativa em todos os computadores, inclusive notebooks que saem do escritório.
- Criptografia de disco nos notebooks.
- Autenticação multifator no e-mail.
- Controle de pen drives e mídias externas.
- EDR para registrar incidentes, e MDR para cobrir noites e fins de semana.
- Backup separado e roteiro de resposta com prazos.
Segundo a IBM, o custo médio de uma violação de dados no Brasil foi de R$ 7,19 milhões em 2025. Num escritório de advocacia, o dano à reputação pode ser ainda maior que o financeiro.
