Ransomware e ameaças · 4 min de leitura
O que é ransomware? Como funciona e como se proteger
O que é ransomware, como o ataque acontece em etapas, por que pagar o resgate não garante nada e o que a empresa pode fazer antes e depois de ser atingida.
Por Jean Pierre · Publicado em
Resposta rápida
Ransomware é um tipo de malware que torna os dados inacessíveis, geralmente por criptografia, e exige pagamento (resgate), em geral em criptomoeda, para devolver o acesso ou não vazar as informações. Segundo o NCSC do Reino Unido, mesmo pagando não há garantia de recuperar os arquivos, e o ataque costuma atingir também os backups conectados. A defesa combina backup separado e testado, bloqueio de phishing, sistemas atualizados, proteção de endpoints e capacidade de detectar e responder.
Ransomware é um tipo de código malicioso que torna inacessíveis os dados de um computador ou de uma rede, geralmente por criptografia, e exige o pagamento de um resgate para devolver o acesso ou para não vazar as informações. É a definição da Cartilha de Segurança do CERT.br. Para uma empresa, o efeito prático é simples: arquivos, sistemas e, às vezes, a operação inteira param.
Como o ataque acontece, passo a passo
Cada ataque é diferente, mas o roteiro costuma ser parecido:
- Entrada. Um e-mail de phishing, um acesso remoto mal protegido ou um sistema com falha conhecida e sem atualização. Veja como identificar e-mails de phishing.
- Permanência e reconhecimento. O atacante mapeia a rede e procura contas com mais permissões, servidores e, principalmente, os backups.
- Cópia dos dados. Em muitos casos os dados são copiados antes da criptografia. O NCSC lembra que os atacantes também ameaçam publicar os dados se o pagamento não for feito.
- Criptografia. Arquivos e sistemas são bloqueados, e aparece a mensagem de resgate com valor, prazo e forma de contato. Segundo a Cartilha, o valor é geralmente em criptomoedas.
- Cobrança. O resgate é exigido para devolver o acesso ou para evitar o vazamento.
Algumas famílias também tentam se espalhar sozinhas pela rede. O NCSC cita o WannaCry, que atingiu o sistema de saúde britânico (NHS) em maio de 2017, como exemplo de ransomware que se propaga para outras máquinas.
Por que pagar não resolve
Segundo o NCSC do Reino Unido:
- não há garantia de que o computador ou os arquivos serão liberados;
- o dispositivo continua infectado;
- o pagamento financia grupos criminosos;
- quem paga tem mais chance de ser alvo novamente;
- às vezes o código é apresentado como ransomware, mas os arquivos não são recuperados mesmo após o pagamento (o chamado wiper).
O projeto No More Ransom, apoiado pela Europol, dá o mesmo conselho principal: não pagar. Ele também reúne ferramentas gratuitas de decifragem para algumas famílias de ransomware, o que vale conferir antes de qualquer decisão.
Quanto custa para a empresa
O custo não vem só do resgate. Em casos públicos, o prejuízo maior foi a operação parada:
- a Maersk estimou o impacto do NotPetya entre US$ 200 e 300 milhões, principalmente por interrupção dos negócios (SiliconANGLE);
- a JBS parou o abate nas fábricas dos EUA por um dia e informou ter pago o equivalente a US$ 11 milhões (IndustryWeek).
No Brasil, o custo médio de uma violação de dados foi de R$ 7,19 milhões em 2025, segundo a IBM. Esse valor cobre violações em geral, não só ransomware, e varia com o porte da empresa. Veja também como o problema aparece em ransomware na indústria.
Próximo passo
Quero saber se minha empresa resistiria a um ransomware
Gratuito, sem compromisso. Retorno em até 24 horas úteis.
Quero meu diagnóstico gratuitoComo a empresa se protege
O NCSC recomenda a abordagem de defesa em camadas: não existe proteção completa contra malware, então é preciso ter vários níveis para detectar e limitar o dano. Na prática:
- Backup separado e testado. Cópias fora da rede ou em serviço próprio para isso, com teste periódico de restauração. O NCSC reforça que o ransomware procura os backups.
- Bloqueio de phishing. Filtro de e-mail, proteção no navegador e treinamento. Veja a página de proteção contra phishing.
- Sistemas atualizados. Falhas conhecidas são uma porta de entrada. Um exemplo recente é a falha crítica do PHP.
- Autenticação multifator nas contas, principalmente de e-mail e acesso remoto.
- Proteção de endpoints com mitigação de ransomware. A proteção contra ransomware do Bitdefender é uma camada para computadores e servidores.
- Detecção e resposta. Quem não tem equipe para acompanhar alertas pode somar EDR, XDR ou MDR. Entenda o que é EDR.
O roteiro completo está em como proteger a empresa de ransomware.
E se o ataque já aconteceu?
- Isole as máquinas afetadas da rede, sem desligar tudo às cegas, para conter a propagação.
- Preserve evidências (mensagem de resgate, logs) e não apague nada.
- Não negocie sozinho. Envolva quem cuida da TI, o jurídico e, se necessário, a polícia.
- Avalie dados pessoais. A Resolução ANPD nº 15/2024 trata da comunicação de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares.
- Confira se há ferramenta de decifragem gratuita no No More Ransom.
Veja o passo a passo das primeiras horas em o que fazer após um ataque de ransomware.
O erro mais comum nessa hora é agir por impulso: desligar tudo, apagar arquivos ou pagar o resgate sem avaliar. Cada uma dessas decisões pode destruir evidências ou piorar o cenário.
O ideal é ter um plano antes do incidente, com responsáveis definidos e contatos à mão. O artigo o que fazer após um ataque de ransomware detalha as primeiras 72 horas.
Quer saber como a sua empresa está?
A Codlinx, Parceira Oficial Bitdefender, faz um diagnóstico gratuito das camadas de proteção e indica a versão do GravityZone adequada ao seu caso. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 20h, com retorno em até 24 horas úteis. Peça o diagnóstico.
O diagnóstico olha o conjunto: endpoints, servidores, e-mail, acessos, cópias de segurança e resposta a incidentes. Com isso, é possível priorizar o que reduz mais o risco primeiro.
Sobre o autor
Responsável técnico e fundador da Codlinx
Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Unicesumar, com especializações em segurança digital com Bitdefender. Fundou a Codlinx em 2014, onde responde pela parte técnica de segurança digital, Microsoft 365 e desenvolvimento de software.
Este artigo foi redigido com apoio de inteligência artificial e revisado, conferido nas fontes e aprovado por Jean Pierre antes da publicação (última revisão em 30/10/2026). Como produzimos o conteúdo.
