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Ransomware e ameaças · 4 min de leitura

O que é ransomware? Como funciona e como se proteger

O que é ransomware, como o ataque acontece em etapas, por que pagar o resgate não garante nada e o que a empresa pode fazer antes e depois de ser atingida.

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Quero saber se minha empresa resistiria a um ransomware

Resposta rápida

Ransomware é um tipo de malware que torna os dados inacessíveis, geralmente por criptografia, e exige pagamento (resgate), em geral em criptomoeda, para devolver o acesso ou não vazar as informações. Segundo o NCSC do Reino Unido, mesmo pagando não há garantia de recuperar os arquivos, e o ataque costuma atingir também os backups conectados. A defesa combina backup separado e testado, bloqueio de phishing, sistemas atualizados, proteção de endpoints e capacidade de detectar e responder.

Ransomware é um tipo de código malicioso que torna inacessíveis os dados de um computador ou de uma rede, geralmente por criptografia, e exige o pagamento de um resgate para devolver o acesso ou para não vazar as informações. É a definição da Cartilha de Segurança do CERT.br. Para uma empresa, o efeito prático é simples: arquivos, sistemas e, às vezes, a operação inteira param.

Como o ataque acontece, passo a passo

Cada ataque é diferente, mas o roteiro costuma ser parecido:

  1. Entrada. Um e-mail de phishing, um acesso remoto mal protegido ou um sistema com falha conhecida e sem atualização. Veja como identificar e-mails de phishing.
  2. Permanência e reconhecimento. O atacante mapeia a rede e procura contas com mais permissões, servidores e, principalmente, os backups.
  3. Cópia dos dados. Em muitos casos os dados são copiados antes da criptografia. O NCSC lembra que os atacantes também ameaçam publicar os dados se o pagamento não for feito.
  4. Criptografia. Arquivos e sistemas são bloqueados, e aparece a mensagem de resgate com valor, prazo e forma de contato. Segundo a Cartilha, o valor é geralmente em criptomoedas.
  5. Cobrança. O resgate é exigido para devolver o acesso ou para evitar o vazamento.

Algumas famílias também tentam se espalhar sozinhas pela rede. O NCSC cita o WannaCry, que atingiu o sistema de saúde britânico (NHS) em maio de 2017, como exemplo de ransomware que se propaga para outras máquinas.

Por que pagar não resolve

Segundo o NCSC do Reino Unido:

  • não há garantia de que o computador ou os arquivos serão liberados;
  • o dispositivo continua infectado;
  • o pagamento financia grupos criminosos;
  • quem paga tem mais chance de ser alvo novamente;
  • às vezes o código é apresentado como ransomware, mas os arquivos não são recuperados mesmo após o pagamento (o chamado wiper).

O projeto No More Ransom, apoiado pela Europol, dá o mesmo conselho principal: não pagar. Ele também reúne ferramentas gratuitas de decifragem para algumas famílias de ransomware, o que vale conferir antes de qualquer decisão.

Quanto custa para a empresa

O custo não vem só do resgate. Em casos públicos, o prejuízo maior foi a operação parada:

  • a Maersk estimou o impacto do NotPetya entre US$ 200 e 300 milhões, principalmente por interrupção dos negócios (SiliconANGLE);
  • a JBS parou o abate nas fábricas dos EUA por um dia e informou ter pago o equivalente a US$ 11 milhões (IndustryWeek).

No Brasil, o custo médio de uma violação de dados foi de R$ 7,19 milhões em 2025, segundo a IBM. Esse valor cobre violações em geral, não só ransomware, e varia com o porte da empresa. Veja também como o problema aparece em ransomware na indústria.

Como a empresa se protege

O NCSC recomenda a abordagem de defesa em camadas: não existe proteção completa contra malware, então é preciso ter vários níveis para detectar e limitar o dano. Na prática:

  • Backup separado e testado. Cópias fora da rede ou em serviço próprio para isso, com teste periódico de restauração. O NCSC reforça que o ransomware procura os backups.
  • Bloqueio de phishing. Filtro de e-mail, proteção no navegador e treinamento. Veja a página de proteção contra phishing.
  • Sistemas atualizados. Falhas conhecidas são uma porta de entrada. Um exemplo recente é a falha crítica do PHP.
  • Autenticação multifator nas contas, principalmente de e-mail e acesso remoto.
  • Proteção de endpoints com mitigação de ransomware. A proteção contra ransomware do Bitdefender é uma camada para computadores e servidores.
  • Detecção e resposta. Quem não tem equipe para acompanhar alertas pode somar EDR, XDR ou MDR. Entenda o que é EDR.

O roteiro completo está em como proteger a empresa de ransomware.

E se o ataque já aconteceu?

  1. Isole as máquinas afetadas da rede, sem desligar tudo às cegas, para conter a propagação.
  2. Preserve evidências (mensagem de resgate, logs) e não apague nada.
  3. Não negocie sozinho. Envolva quem cuida da TI, o jurídico e, se necessário, a polícia.
  4. Avalie dados pessoais. A Resolução ANPD nº 15/2024 trata da comunicação de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares.
  5. Confira se há ferramenta de decifragem gratuita no No More Ransom.

Veja o passo a passo das primeiras horas em o que fazer após um ataque de ransomware.

O erro mais comum nessa hora é agir por impulso: desligar tudo, apagar arquivos ou pagar o resgate sem avaliar. Cada uma dessas decisões pode destruir evidências ou piorar o cenário.

O ideal é ter um plano antes do incidente, com responsáveis definidos e contatos à mão. O artigo o que fazer após um ataque de ransomware detalha as primeiras 72 horas.

Quer saber como a sua empresa está?

A Codlinx, Parceira Oficial Bitdefender, faz um diagnóstico gratuito das camadas de proteção e indica a versão do GravityZone adequada ao seu caso. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 20h, com retorno em até 24 horas úteis. Peça o diagnóstico.

O diagnóstico olha o conjunto: endpoints, servidores, e-mail, acessos, cópias de segurança e resposta a incidentes. Com isso, é possível priorizar o que reduz mais o risco primeiro.

01 / Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que é ransomware?

É um código malicioso que torna inacessíveis os dados do dispositivo, geralmente usando criptografia, e exige pagamento de resgate para restabelecer o acesso ou para não vazar os dados, segundo a Cartilha de Segurança do CERT.br. O pagamento costuma ser pedido em criptomoedas.

Ransomware é um vírus?

Popularmente sim, mas tecnicamente é um tipo de malware (código malicioso). O vírus, no sentido estrito da Cartilha do CERT.br, é o que se torna parte de programas e arquivos e se propaga por cópias. O ransomware é outra categoria, definida pelo que faz: bloquear o acesso aos dados e cobrar resgate.

Pagar o resgate recupera os arquivos?

Não há garantia. O NCSC do Reino Unido afirma que, mesmo pagando, pode não haver acesso ao computador ou aos arquivos, que o dispositivo continua infectado e que quem paga tem mais chance de ser alvo de novo. O projeto No More Ransom, apoiado pela Europol, também aconselha a não pagar.

Como o ransomware entra na empresa?

Os caminhos mais comuns são e-mails de phishing com links ou anexos, acessos remotos sem proteção adequada e sistemas desatualizados com falhas conhecidas. Segundo a IBM, phishing foi o vetor inicial de 18% das violações de dados no Brasil em 2025.

O backup resolve o problema do ransomware?

Ajuda a recuperar, desde que seja separado da rede e testado. O NCSC alerta que o ransomware ataca ativamente os backups conectados. O backup não impede o vazamento: se os dados foram copiados antes, a ameaça de publicação continua.

Existe ferramenta gratuita para decifrar os arquivos?

Para algumas famílias de ransomware, sim. O No More Ransom reúne ferramentas de decifragem gratuitas e um verificador para identificar qual ransomware atingiu o dispositivo. Para outras famílias não há ferramenta, por isso a prevenção e o backup continuam essenciais.

O que fazer se o ransomware atingiu a empresa?

Isole as máquinas afetadas da rede, preserve as evidências, acione quem cuida da TI e avalie se há dados pessoais envolvidos. A Resolução ANPD nº 15/2024 trata da comunicação de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares, em até 3 dias úteis.

Como a Codlinx ajuda a se proteger?

A Codlinx, parceira Bitdefender, indica a versão do GravityZone adequada ao seu ambiente, que inclui a camada de mitigação de ransomware, e orienta a ordem das demais camadas. O primeiro passo costuma ser o diagnóstico gratuito, com retorno em até 24 horas úteis.

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Fontes

Revisado em 30 de outubro de 2026

  1. [1]Cartilha de Segurança para Internet — Códigos maliciosos (fascículo) — CERT.br / NIC.br
  2. [2]Mitigating malware and ransomware attacks — National Cyber Security Centre (NCSC, Reino Unido)
  3. [3]No More Ransom — Sobre o projeto — No More Ransom (Europol, polícia holandesa e parceiros)
  4. [4]Relatório da IBM: custo médio de uma violação de dados no Brasil atinge R$ 7,19 milhões — IBM Brasil, 30/07/2025
  5. [5]Shipping giant Maersk says NotPetya attack cost up to $300M — SiliconANGLE, 16/08/2017
  6. [6]Meatpacking Giant JBS Says Paid $11 Million to Hackers in Ransomware Attack — IndustryWeek, 10/06/2021
  7. [7]Resolução CD/ANPD nº 15/2024 — Regulamento de Comunicação de Incidente de Segurança — Diário Oficial da União / ANPD, 26/04/2024
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