Segurança · 4 min de leitura
O que é malware? Tipos, exemplos e como proteger a empresa
O que é malware e quais os principais tipos: ransomware, spyware, adware, worm, trojan, rootkit e botnet. Veja como a empresa se protege em camadas.
Por Jean Pierre · Publicado em
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Resposta rápida
Malware, ou código malicioso, é qualquer programa que executa ações danosas em um dispositivo. Segundo a Cartilha do CERT.br, os principais tipos incluem vírus, ransomware, spyware (com keylogger e adware), trojan, backdoor, worm, bot e botnet, e rootkit, cada um com um comportamento próprio. Como não existe proteção completa, o NCSC recomenda defesa em camadas: filtro de e-mail, sistemas atualizados, proteção de endpoints, backup separado e capacidade de detectar e responder.
Malware é qualquer programa criado para causar dano ou executar ações maliciosas em um dispositivo. A Cartilha de Segurança do CERT.br usa o termo "código malicioso" e observa que ele costuma ser chamado de "vírus", mas que existem tipos diferentes. Conhecer a diferença ajuda a reconhecer o comportamento estranho e a decidir como agir, porque alguns tipos furtam dados, outros bloqueiam o acesso e outros servem para fraudes.
Os principais tipos de malware
A tabela resume as definições da Cartilha do CERT.br:
| Tipo | O que faz |
|---|---|
| Vírus | Torna-se parte de programas e arquivos e se propaga por cópias. Hoje o nome é usado como sinônimo de qualquer malware. |
| Ransomware | Torna inacessíveis os dados do dispositivo, geralmente por criptografia, e cobra resgate. Veja o que é ransomware. |
| Spyware | Monitora as atividades do sistema e envia as informações a terceiros. |
| Keylogger | Tipo de spyware que captura e guarda as teclas digitadas. |
| Adware | Tipo de spyware projetado para apresentar propagandas. |
| Trojan (cavalo de Troia) | Executa as funções que parece ter, mas também outras, maliciosas, sem o conhecimento do usuário. |
| Backdoor | Permite o retorno do invasor a um dispositivo comprometido. |
| RAT | Trojan de acesso remoto: o atacante usa o dispositivo de forma direta e interativa. |
| Worm | Propaga-se automaticamente pelas redes, explorando vulnerabilidades. |
| Bot e botnet | Dispositivo infectado que pode ser controlado remotamente, e a rede formada por vários deles. |
| Rootkit | Esconde e assegura a presença do invasor ou de outro código malicioso. |
| Scareware | Usa engenharia social para assustar o usuário e induzi-lo a instalar um "antivírus" falso. |
A Cartilha lembra que botnets são usadas para ataques de negação de serviço (DDoS), propagação de malware, coleta de informações pessoais, envio de spam e mineração de criptomoeda.
O que o malware faz com a empresa
Segundo o NCSC do Reino Unido, o malware pode:
- bloquear ou deixar um dispositivo inutilizável;
- roubar, apagar ou criptografar dados;
- assumir o controle de dispositivos para atacar outras organizações;
- obter credenciais que dão acesso aos sistemas da empresa e a serviços na nuvem;
- usar o equipamento para minerar criptomoeda.
O custo de uma violação de dados no Brasil foi de R$ 7,19 milhões em média em 2025, segundo a IBM. O valor se refere a violações em geral e varia com o porte da empresa.
Como o malware chega
Os caminhos mais comuns são os mesmos há anos: e-mails com link ou anexo falso (sinais de phishing), arquivos baixados de fontes duvidosas, dispositivos USB, sistemas com falhas conhecidas e sem atualização, e acessos remotos mal protegidos. A Cartilha recomenda checar os arquivos com antivírus antes de abri-los e manter os programas atualizados.
O que esses caminhos têm em comum é a ação de uma pessoa ou a existência de uma falha sem correção. Por isso a defesa combina treinamento, atualização e controle de acesso.
Nenhum desses caminhos é novo, e justamente por isso são os que mais funcionam: o criminoso prefere o método barato que continua dando resultado.
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Quero meu diagnóstico gratuitoComo a empresa se protege
O NCSC parte de uma premissa realista: não existe proteção completa, então a empresa deve assumir que algum malware vai entrar e se preparar para limitar o dano. A abordagem é a defesa em camadas:
- Filtro de e-mail e proteção no navegador, para barrar o golpe antes do clique. Veja proteção contra phishing.
- Sistemas e aplicativos atualizados, fechando as portas que worms e outros códigos exploram.
- Antivírus corporativo com gestão central. Veja como escolher um antivírus corporativo e o Bitdefender GravityZone.
- Controle de dispositivos, para limitar o uso de pendrives e outros periféricos: controle de dispositivos.
- Autenticação multifator nas contas.
- Backup separado da rede e testado.
- Detecção e resposta, para investigar e conter o que passar. Entenda o que é EDR e quando faz sentido somar MDR.
- Treinamento da equipe, que é a camada que mais falha e mais evita problemas.
A defesa em camadas assume que uma camada pode falhar e que a seguinte vai conter o dano. Por isso cada item da lista cobre um ponto diferente: o clique, a falha, o computador e o dispositivo externo.
Uma empresa pequena não precisa de todas as camadas no mesmo dia, mas precisa saber em que camada está e qual a próxima.
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O diagnóstico mostra, camada por camada, o que já protege a empresa e o que ainda é lacuna, e indica o que priorizar sem exigir compra imediata.
Sobre o autor
Responsável técnico e fundador da Codlinx
Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Unicesumar, com especializações em segurança digital com Bitdefender. Fundou a Codlinx em 2014, onde responde pela parte técnica de segurança digital, Microsoft 365 e desenvolvimento de software.
Este artigo foi redigido com apoio de inteligência artificial e revisado, conferido nas fontes e aprovado por Jean Pierre antes da publicação (última revisão em 30/10/2026). Como produzimos o conteúdo.
